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Tarifa Branca: como funciona e o que a ANEEL estuda mudar

A tarifa que muda de preço conforme o horário é opcional hoje. A ANEEL discute aplicá-la automaticamente a quem consome a partir de 1.000 kWh por mês.

Publicado em · 3 min de leitura
Moradora liga a máquina de lavar roupa à noite, em uma lavanderia com luz quente
Moradora liga a máquina de lavar roupa à noite, em uma lavanderia com luz quente

A Tarifa Branca cobra preços diferentes conforme o horário do consumo e hoje é opcional para a baixa tensão. Entenda como funciona, para quem compensa e o que está em discussão na consulta pública da ANEEL sobre a aplicação automática.

Na tarifa convencional, o quilowatt-hora custa o mesmo a qualquer hora do dia. Na Tarifa Branca, o preço muda conforme o horário: é mais caro quando o sistema elétrico está mais carregado e mais barato no resto do tempo. Hoje ela é opcional, mas a ANEEL discute aplicá-la automaticamente a parte dos consumidores.

Quem pode aderir

Segundo a ANEEL, a Tarifa Branca é uma opção para as unidades atendidas em baixa tensão (127, 220, 380 ou 440 volts), o chamado Grupo B:

  • residencial (subgrupo B1);
  • rural (subgrupo B2);
  • industrial, comércio, serviços, serviço público, poder público e consumo próprio (subgrupo B3).

Ela não está disponível para a subclasse Residencial Baixa Renda que recebe benefício tarifário nem para a iluminação pública (subgrupo B4).

Os três horários

Nos dias úteis, a Tarifa Branca tem três valores:

  • Ponta: a tarifa mais cara, no período de maior demanda;
  • Intermediário: um valor de transição, logo antes e logo depois da ponta;
  • Fora de ponta: a tarifa mais barata, no restante do dia.

Nos fins de semana e feriados nacionais, vale sempre a tarifa fora de ponta. Os horários exatos de cada posto são definidos para cada distribuidora e podem ser consultados no site da ANEEL.

Para quem compensa

A tarifa fora de ponta é mais barata que a convencional, e a de ponta é mais cara. Por isso, a Tarifa Branca tende a valer a pena para quem consegue concentrar o consumo fora do horário de ponta nos dias úteis e nos fins de semana: lavar e passar roupa, usar o chuveiro elétrico e ligar outros aparelhos de maior consumo fora dos horários mais caros.

Para quem não consegue mudar a rotina, a conta pode ficar mais cara. Antes de aderir, vale comparar os valores da sua distribuidora com o seu padrão de consumo.

Como aderir e como voltar

Quem quiser aderir deve procurar a distribuidora, que tem até 30 dias para trocar o medidor. A ANEEL informa que, se o consumidor mudar de ideia, é possível voltar à Tarifa Convencional em até 30 dias.

O que a ANEEL estuda mudar

Em dezembro de 2025, a ANEEL abriu a Consulta Pública nº 46/2025, com contribuições até 9 de março de 2026. A proposta é aplicar a tarifa horária automaticamente às unidades de baixa tensão com consumo igual ou superior a 1.000 kWh por mês, o que alcançaria cerca de 2,5 milhões de unidades consumidoras, como residências de maior consumo, comércios e propriedades rurais.

Alguns pontos dessa discussão:

  • a análise de impacto da ANEEL projetava a aplicação automática até o fim de 2026;
  • especialistas defenderam, em workshop da agência, o modelo de inclusão automática com possibilidade de saída (opt-out);
  • a diretoria da ANEEL incluiu na consulta uma avaliação específica dos efeitos para quem tem micro e minigeração distribuída.

Até a publicação deste texto, a ANEEL não havia divulgado a decisão final sobre a consulta. Para quem consome menos de 1.000 kWh por mês, a proposta não muda nada: a adesão continua opcional.

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Fontes do conteúdo

  1. ANEEL — Tarifa Branca gov.br
  2. Cenário Energia — ANEEL abre consulta pública para aplicação automática da Tarifa Horária (10/12/2025) cenarioenergia.com.br
  3. Cenário Energia — Workshop da ANEEL: especialistas propõem modelo opt-out para a Tarifa Branca (21/01/2026) cenarioenergia.com.br

Conteúdo produzido pela ENERGIA A a partir das fontes acima. Atualizado em 26/10/2026.

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