Pular para o conteúdo

Plano de expansão prevê 92 GW de geração distribuída no Brasil até 2036

O PDE 2036, do MME e da EPE, projeta quase o dobro da capacidade atual de micro e minigeração distribuída, além de 7,2 GW de baterias. A consulta pública vai até esta sexta (6).

Publicado em · 2 min de leitura
Vista aérea de um bairro residencial ao amanhecer, com telhados de cerâmica e painéis solares em algumas casas
Vista aérea de um bairro residencial ao amanhecer, com telhados de cerâmica e painéis solares em algumas casas

O Plano Decenal de Expansão de Energia 2036 prevê que a micro e minigeração distribuída passe de cerca de 50 GW para 92 GW em dez anos, com 7,2 GW de baterias. Veja os números do plano e o que eles indicam para quem quer usar energia solar.

O Brasil deve quase dobrar a capacidade de geração distribuída nos próximos dez anos. É o que projeta o Plano Decenal de Expansão de Energia 2036 (PDE 2036), elaborado pelo Ministério de Minas e Energia (MME) e pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Segundo a EPE, a micro e minigeração distribuída deve passar de cerca de 50 GW em 2026 para 92 GW em 2036.

A micro e minigeração distribuída é a energia produzida perto de onde é consumida, como os sistemas solares em telhados de casas, comércios e propriedades rurais e as usinas solares de pequeno porte conectadas às redes das distribuidoras.

Os principais números do plano

  • Consumo de eletricidade: crescimento de 3,4% ao ano, chegando a 979 TWh em 2036;
  • Solar e eólica: devem responder por cerca de um terço da geração de eletricidade em 2036, contra 28,1% em 2026;
  • Baterias: 7,2 GW de sistemas de armazenamento;
  • Resposta da demanda: 4,0 GW, quando consumidores ajustam o uso de energia conforme a necessidade do sistema;
  • Hidrelétricas reversíveis: 2,0 GW, que aparecem pela primeira vez na expansão indicativa do plano;
  • Investimentos: cerca de R$ 3,3 trilhões entre 2027 e 2036 em toda a área de energia.

Somando baterias e hidrelétricas reversíveis, a capacidade de armazenamento chega a 9,2 GW, segundo a Agência iNFRA.

Por que tanta geração distribuída

Segundo a EPE, a demanda cresce com a eletrificação da economia, os veículos elétricos e os data centers, cujo consumo deve passar de 3 TWh em 2026 para 30 TWh em 2036. Ao mesmo tempo, a geração distribuída ganha escala e torna mais dinâmica a relação entre quem produz e quem consome energia, o que aumenta a importância do armazenamento e da resposta da demanda.

Consulta pública termina hoje

O PDE 2036 está em consulta pública (Consulta Pública MME nº 235, aberta pela Portaria SNTEP/MME nº 3.246) de 8 de outubro a 6 de novembro de 2026. As contribuições podem ser enviadas pela página de consultas públicas do MME e pela plataforma Brasil Participativo.

Fazer parte desse crescimento sem placas no telhado

Você não precisa instalar um sistema próprio para usar a energia solar distribuída. Na ENERGIA A, a energia gerada em usinas solares vira créditos que são descontados na sua conta de luz, sem investimento, sem obra e sem fidelidade. Simule sua economia e veja quanto você pode economizar.

Fontes do conteúdo

  1. EPE — Mais elétrico, mais renovável, mais flexível: PDE 2036 projeta a energia do Brasil nos próximos dez anos e abre Consulta Pública epe.gov.br
  2. Agência iNFRA — Governo prevê 7,2 GW de baterias no sistema elétrico até 2036 agenciainfra.com
  3. O Povo — Energia: plano prevê R$ 3,3 tri e mais eólica e solar até 2036 (08/10/2026) opovo.com.br

Conteúdo produzido pela ENERGIA A a partir das fontes acima. Atualizado em 06/11/2026.

Compartilhe: WhatsApp LinkedIn Facebook

Continue lendo

Gostou? Comece a economizar este mês.

Fale com um especialista da ENERGIA A pelo WhatsApp e receba sua simulação personalizada.

Falar no WhatsApp